Uma coisa que é diferente aqui, normalmente, quando se pensa em colocar uma cor para simbolizar rejeição, que cor se usaria? Vermelho certo? Aqui não, se usa azul... Esquisito né? Perguntar se está tudo azul aqui não faria muito sentido. Em programas de televisão, quando o participante erra, ou é rejeitado, aparece em azul. Quando ele acerta, aparece em vermelho. Acho que é pelo seguinte: as cores aqui têm significados, principalmente em coisas importantes como envelopes de presente ou kimonos. O branco representa dignidade, o verde, prosperidade, o dourado lembra ouro, ou seja, algo valioso. O vermelho lembra o sol, então significa vitalidade. O azul é usado quando alguém está doente, mas eu não sei por quê... Eu gosto tanto de azul...
Eu andei um pouco de carro aqui já. Não dirigi é claro, dirigir aqui só depois dos 18. Até o trânsito aqui é diferente. Na rua, os carros que precisam sair de um estacionamento e entrar na rua têm que esperar até que todos os carros saiam, pra não incomodar ninguém. As ruas são MINÚSCULAS! Bom, os carros também não são muito grandes, e se eu for pensar, os JAPONESES também não são muito grandes. Em estradas ou ruas mais movimentadas as faixas têm tamanho normal (uhum...), mas em ruas de bairros de moradia, as ruas são extremamente apertadas. Não dá pra passar dois carros, e elas são duas vias. Quando um carro está vindo, o outro se joga na parede e espera. Além disso, não tem calçada. As curvas são bem fechadas, porque não tem muito espaço pra fazer a curva (no Japão essa coisa de espaço é séria), então não dá pra ir um pouquinho pra frente pra ver se tem outro carro vindo, e como as ruas são minúsculas e a chance de ralar o carro é grande, quase todas as ruas têm um espelho, tipo daqueles de porteiro, pro motorista poder enxergar se tem outro carro vindo. Algumas ruas de moradia são tão estreitas que são do mesmo tamanho da distância entre uma casa brasileira e outra.
Quando eles dirigem na estrada, eles não extrapolam nunca o limite de velocidade. É até meio chato andar de carro, mas com certeza é muito mais seguro. Meu pai faria a distância Myiazaki – Nichinan em ¼ do tempo que eles fizeram. Mas quando a minha host mother arranca com o carro de ré, ela acelera mesmo, sem olhar o que está atrás. Lá no Brasil, minha mãe e meu pai colocam o cinto, e só depois ligam o carro. Aqui ela demora um pouquinho pra lembrar do cinto, mesmo com um negócio altamente irritante apitando.
Os carros daqui são super modernosos e tal. O carro da irmã da host mother é uma perua branca toda bonitona. Na hora de abrir a porta (ela abre como de perua mesmo, tipo side-scrolling), você não precisa puxar a porta, é só puxar a maçaneta uma vez que a porta se abre sozinha. Uau! Nunca mais serei o mesmo! No carro dela também tem um GPS com uma tela grande, e quando o carro vai estacionar, aparece uma câmera mostrando os arredores, pro motorista não bater em nada. E olha que a definição da imagem é melhor que a da minha TV... Os carros daqui são bem inteligentes. Esquisito não? Os japoneses inteligentes fazem coisas inteligentes pros japoneses burrinhos comprarem.
Aqui a direção do carro é mão inglesa (pra quem não sabe, ou não se deu ao trabalho de pensar, mão inglesa é ter o volante do lado direito do carro), então toda vez que nós vamos entrar no carro eu vou para o lado errado. Aposto que quando eu voltar ao Brasil eu vou fazer a mesma coisa. O que me assusta é ver um carro vindo na mão oposta, que fica à direita, na minha direção. Parece que vai bater, mas daí eu lembro que a mão aqui é sempre a da direita.
Abraços, João.
Nossa que estranho ser mão inglesa! Acho que eu nem imaginava!!
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