sexta-feira, 30 de abril de 2010

Escola

Mesmo eu tendo ido à escola por duas semanas já, eu ainda sou novidade. Todo mundo sabe o meu nome, todo mundo (acha) que me conhece. Eu já ouvi as garotas comentarem que eu sou kawaii. O meu conselheiro me falou que vai ser difícil fazer amigos na escola, mas as pessoas vão ser amigáveis. Claro, enquanto eu for novidade, uma hora vira normal ver um garoto ocidental passando pelo corredor todos os dias. Daí ninguém mais vai ficar gritando o meu nome no corredor.

Eu acho que eles fazem isso para as outras pessoas acharem que eu sou amigo delas, já que eu sou provavelmente a pessoa mais falada e conhecida dessa escola (no momento). Como a escola tem vários edifícios, mas não é fechada, eu tenho que sair de um edifício e andar na rua pra chegar no ginásio. Nesse meio tempo eu chamo a atenção de várias pessoas, que vão para a janela da sala de aula me dar tchauzinho. Tem umas garotas que foram para as janelas de um lado da sala, deram tchauzinho, e quando eu passei pelo outro lado do prédio ela foram nas janelas do lado oposto da sala dar tchauzinho.

Abraços, João.

Gente, gostaria de comentar alguma coisa e deixar bem claro, porque tem gente meio brava com essa história.
Quando eu disse que os japoneses eram meio burrinhos eu não quis generalizar. Eu sei que no Brasil existem mentes de vários tipos, alguns meio bobões e outros mais maduros, mas a variedade é grande. Em uma mesma sala de aula, em uma mesma sala de trabalho ou na mesma comunidade você vê que existem pessoas diferentes.
Eu não sei se é porque eu caí em uma comunidade diferente ou eu dei azar de só conversar com esse tipo, mas ao meu ver, pelo menos os japoneses com que eu convivo me parecem meio bobinhos. Me desculpem alguns de vocês se vocês se sentiram ofendidos com o post, mas pelo menos os japoneses com quem eu convivo são meio lerdinhos. Eu, até agora não conversei com ninguém que fosse um pouco mais rápido.
Eu não estou estereotipando ninguém, o que eu falei foi baseado no que eu vivi.
Claro que eu também posso estar achando isso por diferença de cultura, mas mesmo se essa for a razão, eu tenho o direito de achar.
E quando eu disse que japonês é tudo louco, em tenho certeza de que eles acham o mesmo de mim.

Abraços, João.

Sushi

Eu fui em um restaurante de sushi aqui uma vez só. Sushi é muito caro e eles só comem em ocasiões especiais.

Sushi, na verdade não é aquele bolinho de arroz com o peixe em cima, sushi é qualquer prato de peixe cru e arroz. Aquele é niguiri-zushi, mas também tem o temaki-zushi, o hosomaki-zushi, sushi é o geral, cada um tem o seu nome, mas tudo é sushi.

O restaurante era aquele que tem uma esteirinha, a esteira era um círculo e os sushimen ficavam dentro dele, tinha um cardápio e quando você queria alguma coisa, eles preparavam e colocavam na esteirinha pra chegar até você. Ah, o jeito que tinha pra pedir era gritar pros sushimen o que você queria.

Sabe que não foi mais gostoso do que o do Brasil? A única diferença é que tinham sushis que não tem no Brasil, então não dava pra comparar. Os niguiri-zushi de salmão e atum, os mais básicos, tinham o mesmo gosto dos brasileiros, nada demais. O legal mesmo foi experimentar os diferentes, mas nenhum deles era extremamente gostoso. Talvez eu tenha sentido isso porque eu fui a um restaurante em que eles preparam muito rápido, então o sushi não deve ser dos melhores.

Eu experimentei sushi de enguia, de ovas de salmão e de um monte de peixe que eu não sei o nome em português. Eu também comi algum molusco meio gosmento que vinha dentro de uma concha e se tirava com um palito. Não era muito gostoso não.

Ah, você provavelmente achou que isso era Buffet né? Não. Os donos do restaurante não são loucos de fazer daquilo um preço fixo e coma quanto quiser. Os japoneses comem muito e faliriam a loja no primeiro dia. Mas, então, como se faz pra calcular quanto comeu a mesa se não tem ninguém anotando os pedidos? Os sushis são divididos em grupos diferentes de preço, e cada preço tem a sua cor do prato. Como os pratos ficam em cima da mesa quando se termina de comer, a garçonete vai lá e conta quantos pratos de cada cor, daí se paga.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Agradecimentos

Obrigado à todos que me seguem e divulgam o meu blog.
Agradecimentos especiais pra minha amiga Aline Velten que tem lido meu blog e encaminhado para as pessoas.
Aliás, recomendo que vocês entrem no blog dela:
obauerrante.blogspot.com
Aqui vocês vão encontrar os valiosos pensamentos dessa garota.
Recomendo também o blog mundoquantum.blogspot.com

Abraços, João.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Uniforme, ursinho Pooh e a infância.

Você, aluno do Porto Seguro, se sente incomodado por ter que usar uniforme? Você acha que os shorts azul-marinhos e as camisetas branquelas abafam a sua identidade? Então NÃO venha para o Japão!

Você que reclama do seu uniforme escolar, sabe qual é o meu uniforme? Calça social, camisa social, colete, cinto, gravata, terno, meia social e sapato social. Uma fofura, super confortável. Isso sim é preservar a identidade do aluno, vestindo todo mundo da mesma maneira com o mesmo terno da mesma loja. Você não escolhe a mochila também, é uma malinha que você põe seus livros, ah, a malinha é da escola. Na verdade são duas malas, a do material escolar e a bolsa de ginástica. Pelo menos você pode escolher se você quer seu tênis de ginástica amarelo ou verde. Uau! O que eu acho ridículo, é que tudo é da escola, você não pode usar o tênis que você quer, ou o sapato que você quer...

Você pode colocar um chaveiro nas suas malinhas pra identificá-las se você quiser. Caramba opções de customização! Irado... NOT! A família, ou já tinha esses chaveiros antes, ou compraram pra mim especialmente, mas a host mother colocou um fofo chaveirinho do ursinho Pooh, que a propósito, é chamado de "Pooh-San", na minha mala de ginástica. Na minha terra, chaveirinho do ursinho Pooh é restrito a meninas e crianças, mas eu perguntei, e aparentemente aqui, não é problema um menino de quase 16 anos usar chaveirinho do ursinho Pooh.

Eu agradeço pelos uniformes masculinos e femininos serem diferentes. Os japoneses são parecidos até em questão de homem/mulher. Se não fosse pela saia, eu poderia jurar que alguns seres eram meninos. A cara dos japoneses já não é muito diferente, o que ajuda a diferenciar menino/menina é o cabelo, mas várias meninas têm corte de cabelo masculino, e isso parece ser normal aqui. Pela voz também não dá pra diferenciar, porque a voz delas/deles é igual. Ah, isso que eu estou falando só se aplica aos adolescentes, viu? Quando eles crescem fica mais fácil diferenciar. Diferente das culturas ocidentais no geral, adolescentes de 16 anos não são considerados adultos aqui, e eu entendo porque: eles agem como crianças mesmo. Eles SÃO crianças. As pessoas acham que eu não sou mais criança, mas acham que os japoneses da mesma idade que eu são. A idade pra beber aqui é 20 anos, e faz sentido, porque eu não gostaria de ver nenhuma criança bêbada.

Abraços, João.

Banho

Vou explicar um pouco como funciona o banho aqui:

O banheiro onde se fazem as necessidades fisiológicas fica separado de onde se toma banho. Existe o banheiro pra cagar (estou rindo porque o Word quer que eu mude a palavra "cagar" pra "defecar") e o banheiro pra se lavar. O banheiro para as necessidades é uma salinha minúscula que mal cabe a privada. A pia fica atrás da privada e a torneira só liga quando você dá descarga. Desse tipo de banheiro tem dois na casa, banheiro de banho tem um só. Ainda bem que na casa tem privada, porque na maioria dos banheiros públicos é o banheiro tradicional japonês, que eu acho que se chama, em português, latrina turca (não sei por que não é latrina japonesa), que consiste basicamente em um buraco no chão que tem descarga.

O banheiro pra se lavar fica na lavanderia (WTF?), que tem uma porta de correr pra ninguém te ver trocando de roupa. Ah, a lavanderia fica dentro da casa, antes que alguém ache que eu tomo banho no quintal. Tem uma salinha (minúscula) na lavanderia com uma porta de Box, o chão é de azulejo e tem duas partes, a banheira e o chuveiro. A banheira é o Ofurô, que todos na casa dividem a mesma água. O chuveiro não é como o do Brasil, que é um negócio grande saindo da parede, aqui o chuveiro deles é tipo aquele chuveirinho que tem no Box brasileiro. Aqui se toma banho assim: primeiro se lava no chuveiro, com shampoo e sabonete, isso sentado em um banquinho. Ah, a família divide o mesmo vidro gigantesco de shampoo e sabonete. Depois de ter se limpado, tirado o cascão, e lavado todo o sabão do corpo, se entra na banheira, para relaxar. O problema é que mesmo assim, eu acho o negócio meio nojento, porque o filho da família volta do badminton e é o primeiro a usar o banho, mas eu tenho quase certeza de que ele não se lava antes de entrar na banheira. Além disso, a água da banheira é muito quente e eu não gosto de banho de banheira, parece que eu estou entrando em uma panela.

O onsen é um banho público, aonde as pessoas vão para relaxar e tomar banho. TODAS JUNTAS! Claro, tem separação homem/mulher. Quando eu estava em Osaka e fui obrigado a usar o onsen do hostel eu vi como funcionava. É a mesma coisa do que a sala de banho, mas bem maior. Você entra e se lava nos chuveirinhos e depois entra na banheira, só que a banheira do onsen tem o tamanho de uma piscina e água a 50 graus... Eu não sei, eu não gostei. O que eu acho estranho, é que os japoneses são cheios de "não me toques, não me olhes", mas gostam de tomar banho juntos. Japonês é tudo louco.

Abraços, João.

Xixi Lemon, inglês e o Rebolation.

Tem uma coisa engraçada aqui: tem uma bebida que vende em garrafa e tal, da marca Suntory, o nome é C.C. Lemon (se fala pronunciando o c como no inglês). Só que os japoneses não conseguem falar a letra C como "ci" (em inglês a letra c se fala ci), então eles dizem "xi". Agora, você já pegou a piada né? Qual o nome da bebida? Xixi Lemon. Gostoso né?

Aliás, se você é professor de inglês, NÃO VENHA PRA CÁ! Você vai sentir vontade de se jogar de cima do monte Fuji. Até o inglês da Sabrina Sato é melhor que o deles. Com exceções, é claro. Isso se aplica à maioria.

As pessoas da minha família não têm muita noção de privacidade quando se diz respeito a aparelhos eletrônicos. Normalmente quando uma pessoa checa seus e-mails, é falta de educação ficar atrás, tentando ler. A mesma coisa com o Ipod. Na minha opinião, quer ver? Pede! Puxar o Ipod da minha mão pra ver o que eu estou ouvindo não é um negócio muito gentil. Na verdade, com o e-mail eu até fico um pouco incomodado, mas depois eu lembro que eles não entendem nada do que está escrito, então eles desistem de olhar.

Até agora eu só ouvi os japoneses ouvindo música japonesa. Eles não escutam muita música estrangeira, pelo que eu percebi. Pra mim é normal não ter música brasileira no meu Ipod. Eu até acho legal eles ouvirem música nacional, porque isso é ótimo pra cultura do país, mas vamos concordar que não é por isso que eu vou deixar de ouvir Rock pra ouvir Axé e Funk...

A música japonesa é meio irritante. Eles curtem um Pop, meio Britney Spears, mas os japoneses cantam muito mal. A voz das cantoras é fina pra caramba e como eles são meio limitados nas palavras, fica meio difícil fazer rimas. Eu até entendo que o português seja meio difícil, e que o japonês por ser mais simples é mais acessível a todos, mas isso também me leva a pensar que o português também é uma língua muito mais bonita. Pensa só nos poemas que se pode fazer em português, nas letras das músicas. Precisa ser muito mais inteligente do que pra fazer em japonês. Como, pra fazer poemas e textos em português precisa ser muito mais inteligente, eu acho que o português seja muito mais bonito. Bom, tirando exceções, com as quais eu podia ter passado pela terra sem ouvir: "Bota a mão na cabeça que vai começar! O rebolation-tion, o rebolation! O rebolation-tion, o rebolaaation!".

Abraços rebolation pra vocês.

Leões e Mudança de Hábito 2.

Nossa! Agora eu me lembrei de uma coisa que aconteceu comigo na orientação. Um americano me perguntou se do lado da minha casa tinha mato. Eu falei que tinha uma pequena floresta. Sabe o que ele me perguntou?

- Ah, você já viu um leão na janela do seu quarto então?

Leão? LEÃO? O Brasil fica na América do Sul, não na África! Puta que pariu! Leão? Eu não moro no meio da savana! Essa pergunta me deixou tão perplexo! E mesmo se eu morasse na África, só por isso eu veria leões e elefantes passeando pela vizinhança? As pessoas não têm noção de como são os países em que existe um pouco mais de mato. Na verdade, como eu moro no Brasil, eu vejo onças e jacarés. Toda manhã, quando eu vou pra escola pendurando de cipó em cipó, eu tenho que verificar antes de sair de casa se não tem uma jaguatirica faminta à espreita. Toda vez que eu vou nadar na minha piscina eu tenho que tirar as vitórias-régias que crescem lá. Mas eu preciso matar as piranhas antes.

Eu lembro da cara do Canadense quando eu disse pra ele que a gente não tomava banho no Brasil... Depois eu desminti a história, claro, mas foi tão engraçado.

Outro dia estava passando um filme na televisão, "Mudança de Hábito 2", em japonês. Se você acha que já viu de tudo nessa vida, experimente assistir uma freira negra cantando em japonês.

Os dubladores japoneses não são muito bons. Eles não conseguem passar emoção à historia, nem mesmo em desenho animado. Eu odeio filme dublado, mas eu tenho que admitir que os dubladores brasileiros são bons, principalmente os de desenho animado. No filme fica meio ruim, porque a fala não bate com a boca do personagem, mas emoção eles transmitem de qualquer jeito. Quando é desenho animado, não há voz original, a boca do personagem pode ser preenchida com qualquer uma, e os brasileiros nos fazem acreditar que a voz é do personagem mesmo. Aqui você assiste o desenho e fala: só pode ser dublado.

Abraços, João.

Cores e carros.

Uma coisa que é diferente aqui, normalmente, quando se pensa em colocar uma cor para simbolizar rejeição, que cor se usaria? Vermelho certo? Aqui não, se usa azul... Esquisito né? Perguntar se está tudo azul aqui não faria muito sentido. Em programas de televisão, quando o participante erra, ou é rejeitado, aparece em azul. Quando ele acerta, aparece em vermelho. Acho que é pelo seguinte: as cores aqui têm significados, principalmente em coisas importantes como envelopes de presente ou kimonos. O branco representa dignidade, o verde, prosperidade, o dourado lembra ouro, ou seja, algo valioso. O vermelho lembra o sol, então significa vitalidade. O azul é usado quando alguém está doente, mas eu não sei por quê... Eu gosto tanto de azul...

Eu andei um pouco de carro aqui já. Não dirigi é claro, dirigir aqui só depois dos 18. Até o trânsito aqui é diferente. Na rua, os carros que precisam sair de um estacionamento e entrar na rua têm que esperar até que todos os carros saiam, pra não incomodar ninguém. As ruas são MINÚSCULAS! Bom, os carros também não são muito grandes, e se eu for pensar, os JAPONESES também não são muito grandes. Em estradas ou ruas mais movimentadas as faixas têm tamanho normal (uhum...), mas em ruas de bairros de moradia, as ruas são extremamente apertadas. Não dá pra passar dois carros, e elas são duas vias. Quando um carro está vindo, o outro se joga na parede e espera. Além disso, não tem calçada. As curvas são bem fechadas, porque não tem muito espaço pra fazer a curva (no Japão essa coisa de espaço é séria), então não dá pra ir um pouquinho pra frente pra ver se tem outro carro vindo, e como as ruas são minúsculas e a chance de ralar o carro é grande, quase todas as ruas têm um espelho, tipo daqueles de porteiro, pro motorista poder enxergar se tem outro carro vindo. Algumas ruas de moradia são tão estreitas que são do mesmo tamanho da distância entre uma casa brasileira e outra.

Quando eles dirigem na estrada, eles não extrapolam nunca o limite de velocidade. É até meio chato andar de carro, mas com certeza é muito mais seguro. Meu pai faria a distância Myiazaki – Nichinan em ¼ do tempo que eles fizeram. Mas quando a minha host mother arranca com o carro de ré, ela acelera mesmo, sem olhar o que está atrás. Lá no Brasil, minha mãe e meu pai colocam o cinto, e só depois ligam o carro. Aqui ela demora um pouquinho pra lembrar do cinto, mesmo com um negócio altamente irritante apitando.

Os carros daqui são super modernosos e tal. O carro da irmã da host mother é uma perua branca toda bonitona. Na hora de abrir a porta (ela abre como de perua mesmo, tipo side-scrolling), você não precisa puxar a porta, é só puxar a maçaneta uma vez que a porta se abre sozinha. Uau! Nunca mais serei o mesmo! No carro dela também tem um GPS com uma tela grande, e quando o carro vai estacionar, aparece uma câmera mostrando os arredores, pro motorista não bater em nada. E olha que a definição da imagem é melhor que a da minha TV... Os carros daqui são bem inteligentes. Esquisito não? Os japoneses inteligentes fazem coisas inteligentes pros japoneses burrinhos comprarem.

Aqui a direção do carro é mão inglesa (pra quem não sabe, ou não se deu ao trabalho de pensar, mão inglesa é ter o volante do lado direito do carro), então toda vez que nós vamos entrar no carro eu vou para o lado errado. Aposto que quando eu voltar ao Brasil eu vou fazer a mesma coisa. O que me assusta é ver um carro vindo na mão oposta, que fica à direita, na minha direção. Parece que vai bater, mas daí eu lembro que a mão aqui é sempre a da direita.

Abraços, João.

Cinto de segurança, sorvetes e o Brasil.

Quando a gente estava na perua, voltando do shopping, eu estava na segunda fileira do carro, e como sempre, coloquei o cinto de segurança. O meu host cousin, me disse que não precisava, daí eu falei que era importante e perigoso. Ele riu. Quando a gente estava na estrada, a motorista teve que frear em cima, e adivinha o que aconteceu? Ele foi pra frente e bateu a cabeça no banco. Ele não se machucou, mas eu tive aquela sensação: trouxa, eu te avisei... Mesmo assim ele não colocou o cinto. Paciência. O retardado não sou eu mesmo...

Outro dia tive uma decepção bem grande. Eu, pela primeira vez aqui, tive vontade de comer alguma coisa, um sorvete que eu tinha visto em uma vending machine (sim, aqui eles vendem sorvetes em vending machines!), e eu pensei que tinha dinheiro. Coloquei a mão no porta moedas e achei 29 yenes, o que vale um pouco menos do que uma bala de menta e um punhado de cocô. O sorvete custava 120 yenes...

Uma coisa que me incomodou um pouco na orientação foi que toda vez que eu falava que era brasileiro, as pessoas olhavam pra mim tipo: "porque você não é preto?". As pessoas não têm noção nenhuma de como é o Brasil. Eles achavam que os brasileiros tinham que ser moreninhos e festeiros. Quando eu estava no ônibus, o povo da Alemanha me falou como eles achavam que é o Brasil: festa todo dia, meninas de biquíni o tempo inteiro, praia, sol. OK, quando se vai pra praia, é mais ou menos assim, só que o Brasil não é só praia né? As pessoas criam estereótipos pra descrever cada país e começam a achar que todo mundo do país é daquele jeito. Outra coisa, o Brasil é enorme, e tem bastante desigualdade. Os meus hábitos não são os mesmos do que no resto do Brasil. As pessoas tomam o Brasil como uma coisa só. Uma alemã me disse que na aula de geografia eles estavam aprendendo sobre a "máfia" brasileira, ou seja, os traficantes de drogas. Me deu uma certa vergonha.

Aqui no Japão é meio esquisito, porque TODO MUNDO sabe que eu sou estrangeiro. No Brasil, se você vir um japonês, vai pensar que ele é brasileiro facilmente. Aqui, se você me vir, não tem como pensar que eu não sou estrangeiro. Eu acho estranho, porque aonde eu vou, as pessoas olham pra mim. Pelo menos os adultos olham e viram a cabeça logo, pra não ficar incomodando, mas as crianças olham, e reparam, e comentam com as outras crianças. Outro dia eu fui assistir as crianças jogando baseball em um campinho perto de casa. As crianças ficavam dando tchauzinho, olhando, comentando... O pior é que não dá nem pra entender o que elas estão comentando.

Abraços, João.

Sol nascente

Você provavelmente já ouviu que o Japão é o "país do sol nascente", mas eu gostaria de ver esse sol de vez em quando aqui. Todo dia e o dia inteiro é nublado. O dia amanhece e se põe do mesmo jeito, não há diferença entre manhã, meio dia, tarde e finalzinho de tarde. Tudo parece finalzinho de tarde. Me lembrou do que me falaram de Londres, onde o sol só aparece uma vez por mês ou coisa assim. Eu já sou branquelo, e ainda tenho que usar roupas compridas aqui, porque faz um friozinho básico, quando eu voltar pro Brasil eu vou estar pior do que lagartixa. Vai dar pra ver meus órgãos internos se eu tirar a camiseta...

O tempo aqui está sempre nublado e nunca dá pra saber se vai chover ou não. Quanto à temperatura, ainda está meio friozinho, porque acabou de sair do inverno. Não está congelante, mas ainda assim está gelado e precisa usar blusa. Eu não curto muito usar roupa de inverno, mas não tem outro jeito.

Como já começou a primavera, as cerejeiras já estão começando a desabrochar, e as árvores são realmente muito bonitas, mas está tão nublado que o parque cheio de cerejeiras não fica tão bonito como na TV. Eu ouvi falar, no Brasil, que tem uma festa para as cerejeiras, mas até agora eu não vi nada de festa.

Piquenique no estacionamento.

Um dia quando eu fui em uma espécie de shopping que ficava longe da cidade nós paramos no meio do caminho pra comer. Você pensou em um restaurante certo? Errado! Nós paramos em um estacionamento vazio e fizemos piquenique nas vagas. What the fuck?

Paredes e terremotos

As casas do Japão não são nada silenciosas. As paredes são muito finas pra evitar que alguém fique soterrado em um terremoto e as casas são muitos próximas umas das outras, por questão de espaço.

Paredes finas são algo que me incomoda um pouco aqui. É meio desconfortável quando alguém vai ao banheiro, porque todo mundo na casa consegue ouvir o que o sujeito está fazendo. Mesmo assim, é melhor do que ser soterrado em um terremoto, isso com certeza é! Hum, os banheiros da casa não têm tranca. Esquisito né? Felizmente isso não me rendeu nenhuma situação embaraçosa.

Até agora eu não senti nenhum tremor, ainda bem! Dizem que a maioria dos terremotos são muito fracos e que nem dá pra sentir, mas mesmo assim, eu fico aliviado que me disseram que em Myiazaki tem poucos. Eu poderia muito bem passar pelo Japão sem sentir um. Outra coisa boa, é que como não tem terremoto, não tem tsunami. Yes! Eu já odeio onda normal, imagina uma de 12 metros de altura!

A única coisa que eles têm um monte aqui é tufão. Me disseram que no verão, mais ou menos de junho a setembro tem bastante. É, não é algo muito legal, mas pelo menos acho que deve ser normal pra eles.

Abraços pra vocês, João.

sábado, 24 de abril de 2010

Chokito

Eu trouxe uma caixa de bombons da Nestlé pra cá e eles não tinham gostado muito, porque disseram que era muito doce. Ontem a Mitsue veio com a caixa e perguntou qual deles eu mais gostava. Aí eu pensei bom, ela deve estar me perguntando pra que ela não coma o meu favorito né? Então eu apontei pro único Chokito da caixa. E o que ela fez? Comeu. Eu fiquei tipo, hein? Acho que como ela não tinha gostado do outro, ela queria saber qual era o melhor, pra ver se era bom. Mesmo assim, foi bem esquisito. Eu não levei pro lado pessoal, acho que ela não estava fazendo isso pra me provocar, não faz sentido fazer isso. Mas poxa! Era o último Chokito da caixa e ela nem gostava do chocolate!

Cabelo, ratazanas e a dança do macarrão.

O cabelo do meu host brother recebe os tratos de uma cabeleireira não muito profissional: a mãe dele. Nem fodendo que eu vou deixar ela cortar meu cabelo! Mesmo que eu tenha que pagar eu mesmo, eu vou em um cabeleireiro. Eu só não sei como vou fazer para pedir qual corte eu quero. Acho que eu vou levar uma foto ou algo assim. Ou talvez eu não corte por um ano, que tal? Vai ficar bonito, vou voltar parecendo o Macgyver.

A TV da sala tem uma crosta de poeira em cima, que é quase tão funda quanto o pré-sal. Eu tenho até medo de chegar perto da TV e sair uma ratazana de 2,40m escondida no meio da poeira.

Acho que o meu pai não ia gostar muito de assistir a TV do Japão. O negócio é ultra tosco, tipo, imagina um Pânico na TV sem graça, feito pela Gazeta e exibido na Globo! Os programas são mais ou menos assim. À tarde passa meio que uma novela japonesa que é bem tosquinha. Eu vi uma cena da novela em que um cara mata uma mulher estrangulada, sem querer, enquanto ele pede pra ela entregar a foto da filha dele. Peraí! Matou estrangulada sem querer? Durante os programas fica passando umas palavras o tempo inteiro na TV, tipo, tudo que eles falam aparece as palavras mais importantes de modo cômico. Imagina aqueles programas do Gugu em que aparece o assunto embaixo, só que em todos os programas. Outra coisa esquisita é que aparece um relógio na TV também, e esse relógio muda de canal pra canal, ou seja, a emissora põe o relógio durante as programações. O jornal das 8:00 aqui começa exatamente às 8:00 em ponto, certinho!

A maioria dos programas aqui parece ser patrocinado, então, por exemplo, eu tenho um programa de diversidades, e o fulano tem um remédio pra emagrecer. Ele me paga um tanto e o meu programa daquele dia vai falar só sobre dieta e como o produto dele ajuda a emagrecer. E cada dia é um produto diferente. Durante a programação fica meio difícil entender o que é propaganda e o que não é. Durante o telejornal aparece uma mina de roupa amarela dançando uma dança estúpida e comendo macarrão (What The Fuck?!?) e depois de uma só propaganda volta a programação normal. Aliás, eles adoram essas dancinhas micosas em propagandas comerciais. Tipo aquelas propagandas da Tigre que tem umas pessoas dançando a "dança da privada entupida" só que aqui isso não é sátira, é normal.

Verdade verdadeira

Vou contar uma coisa pra vocês, não fiquem preocupados, não acontece com todos os nipônicos, só com a maioria.

Você provavelmente já ouviu falar que os japoneses são inteligentes, certo?
Na verdade, eu acho que os japoneses são inteligentes só fora do Japão, porque aqui eles são meio burrinhos. É um absurdo, numa língua que 40% das palavras mais utilizadas são estrangeiras eles não terem capacidade pra formar uma frase decente em inglês. Eu até entendo que os mais velhos não tem essa capacidade, porque na sua vida inteira, só agora está sendo utilizado o inglês, mas os adolescentes! Eles têm contato com o inglês o tempo inteiro.

Os adolescentes são muito infantis, e são meio bobões também. Eles fazem aquelas brincadeiras idiotas, que criança adora. Durante a aula alguém faz alguma coisa idiota e todo mundo ri, daí eu fico com aquela cara né? Tipo, isso não é engraçado, é idiota! Tem um moleque na escola que chega pra mim e fala "Avatar" com uma voz esquisita e os outros garotos riem. Daí eu fico tipo, porque vocês estão rindo DISSO?

Uma coisa que eu reparei que não é só na família que eu vivo, mas com todos os outros japoneses, é que o dente não é a pior coisa no corpo deles. Tá certo que o negócio é de enfartar dentista, mas a unha dos japoneses é um negócio absurdamente nojento. Eles não cortam a unha direito e não limpam também. Fica cheio de sujeira embaixo e dá ânsia de vômito só de ver. Pelo bem da sociedade eu não vou comentar sobre as unhas do pé. As mulheres cortam as unhas, ao contrário da maioria dos homens, mas não cuidam. No Brasil, é normal as mulheres passarem uma base ou sei lá o nome daquele esmalte sem cor, que deixa a unha com cara de bem cuidada, mas aqui não, ela é suja e mal cuidada. Manicure qualquer cometeria suicídio aqui...

A unha do garoto da família é muito esquisita. Ele por alguma razão corta todas as unhas (acho que só de vez em quando), menos a unha do dedo indicador de uma das mãos (não lembro qual). E não é que ele se esqueceu de cortar da última vez, a unha parece que não é cortada há uns três anos. Eu conheço casos de gente que toca violão ou guitarra e deixa a unha do polegar sem cortar, pra ficar mais fácil de tocar, mas isso aqui já é estranho demais.

Abraços nipônicos, João.

Boas maneiras

Vou falar um pouco sobre as boas maneiras dos japoneses.

Bom, eu não sei se é só na minha família (já que a minha família é meio porca), ou se isso é comum entre os japoneses, mas, pra nós brasileiros, os japoneses são bem nojentos.

Durante o dia, eles arrotam e peidam normalmente, tipo, eu estou andando na rua, me dá vontade de peidar e eu solto um peido. Estou jantando, me dá vontade de arrotar, eu arroto. É muito nojento, e eu descobri que todo mundo faz isso. Arrotar eu digo, peidar só em família. Que nojo.

Na mesa, tem umas frescuras do tipo, antes de comer tem que falar "itadakimasu" e depois de comer tem que falar "gochisosamadeshita", mas não é falta de educação fazer barulho enquanto se come. Imagina alguém comendo de boca aberta (eles comem), só que, além disso, fazendo barulho de mastigação. Eles também fazem barulho do tipo alguém chupando macarrão ou sopa. Só que, em tudo que eles comem. Ah, eles também lambem os dedos, tipo aquela coisa que sua mãe não te deixa fazer porque é falta de educação. Agora imagina tudo isso junto com arrotos. Não é legal certo?

Quando eles mascam chiclete, eles fazem aqueles barulhos bem irritantes, porque eles mascam de boca aberta.

Não tirar os sapatos antes de entrar em casa, segundo os japoneses, é um absurdo, porque você está levando sujeira da rua pra dentro de casa. Em toda moradia tem um lugarzinho na entrada na casa, é tipo um degrau e você tem que tirar os sapatos lá.

Abraços, João.

Orientação

Nesse post eu vou falar um pouco sobre as coisas que aconteceram na orientação antes de eu chegar na família.

A orientação é tipo uma reunião com os voluntários e todos os outros intercambistas do AFS antes de ir pra família. É super legal, porque tem pessoas do mundo inteiro. A experiência teria valido a pena só por causa da orientação.

Eu saí do Brasil dia 22 de março, junto com outros três intercambistas brasileiros: Gustavo, Rodrigo e Caio. O inglês dos três era péssimo.

A viagem do Brasil até a Alemanha foi bem tranquila, porque eu dormi a maior parte da viagem. Quando chegamos ao aeroporto de Frankfurt, ficamos um tempinho lá e tal, e achamos que éramos os únicos intercambistas que íamos encontrar. Pééé. Errado.

No portão de embarque, encontramos uma garota que veio até a gente. O nome era Camila, e ela é da Bolívia. Ela ficou super aliviada quando nos viu, principalmente porque ela poderia falar em espanhol com alguém! Conversamos um pouco com a Camila e logo depois, apareceram uns 24 intercambistas alemães! O primeiro que eu notei foi um garoto chamado Magnus, que parecia querer ser o líder da expedição. O inglês dele era muito bom.

No avião eu fui o responsável por coletar todos os e-mails e nomes. As pessoas que eu mais me lembro do avião foram o Magnus, a Jana, a Jelly, a Marie, a Marie Christine, a Tamara, o Tobias e o Vincent.

A Jana era uma maluquinha que não parava quieta. A Jelly era bem calminha, mas depois, no ônibus, ela começou a conversar. A Marie também era outra maluca. A Marie Christine era mais normalzinha e nós passamos um tempo conversando, ela estava mais interessada em conhecer os outros países. Eu não conversei muito com a Tammy (Tamara) no avião, mas depois nós nos conhecemos mais. O Tobias era meio bobão, e o pessoal da Alemanha não gostava muito dele, mas eu achei ele legal. Eu não falei muito com o Vincent no avião, mas depois, quando nós fomos pra Osaka, ele virou o meu melhor amigo estrangeiro.

Depois de chegar no aeroporto, fomos levados para um hotel em Tokyo. O hotel era super modernoso e cheio de coisas diferentes.

O almoço foi em um salão grande e cheio de gente de outros países. Eu lembro de ter conhecido gente do Laos, umas garotas um pouco tímidas. Uns garotos do Vietnã e da Malasia. Eu lembro de uma garota malasiana que era super gente boa. Todos a chamavam de Tee, porque ninguém conseguia falar o nome dela. Também lembro da Giverny, que era australiana, e uns outros. Nesse momento nós fomos divididos em 3 grupos: os que iam pra Osaka, os que ficariam em Tokyo e os de Nagoya. Felizmente eu era o único brasileiro de Osaka. Nós pegamos um onibus e passamos umas 8 horas até chegar em Osaka. No ônibus eu fui sentado na parte de trás, com o Vincent, a Tammy, a Marie e a Jelly. Não sei porque, mas eu fiz muita amizade com o pova da Alemanha. Eu também conversei um pouco com uma Colombiana que era meio folgada. Ela não falava inglês, então queria que eu traduzisse tudo pra ela, já que eu falava espanhol e inglês... e alemão e português e japonês. Esses dias foram meio cansativos, porque eu não aguentava mais falar em outras línguas. Agora eu já me acostumei. Estou até pensando em inglês.

Quando nós chegamos no hotelzinho em que o pessoal de Osaka ia ficar, eu dividi o quarto com outros 5 garotos: o Gupta, que era um nepalês que não conseguia falar inglês muito bem, o Daeho, um neo-zelandês muito mala, o Yubaba que era um sueco maluco, que tinha cabelo roxo e usava headphone da Hello Kitty, o Ryan, que era americano e muito legal, e, felizmente, o Vincent.

No hotel, cada quarto e cada grupo (eu e o Vincent eramos do grupo 2) tinha o seu staff. O do meu quarto era o Harry, um japonês que tinha feito intercâmbio na Alemanha. No grupo, os staff eram o Harry e a Pa-Co. Ah, sabe porque Harry? Harry Potter. Ele era quase o Harry Potter japonês.

Dormimos no dia que chegamos e no dia seguinte teve um monte de atividades. Tava bem frio e nós fomos ao ar livre...

No dia seguinte nós fomos embora à tarde para o aeroporto, onde a galera de Miyazaki pegou um avião para Miyazaki-shi e encontrou sua família. No avião eram 5 pessoas: eu, o Vincent (que aliás está na mesma cidade que eu, ainda bem), o Ryan, a Sarah (se lê sarra), uma alemã meio, digamos, personalidade forte e a Tchuria (acho que é assim que se escreve), uma finlandesa.

O Ryan e a Tchuria vão estudar na mesma escola. Que sorte! Eu e o Vincent estamos na mesma cidade, mas não na mesma escola.

Abraços, João.

De volta dos mortos

Olá!

Bem eu tive alguns probleminhas com a internet, então eu não consegui postar por um tempo. Mas, antes tarde do que nunca! Aqui vai um post que eu escrevi no Word enquanto estava sem internet (aliás, todos os posts vão ser mais ou menos desse jeito, meio gigantes):

Caramba, como os japoneses comem! Em todas as refeições eles comem um monte. Mas o que mais me surpreendeu foi o café da manhã. Eles comem uma tigela de arroz, uma tigela de sopa, mais repolho, mais ovo, mais salsicha... E não bebem nada!

Bom, esse café da manhã que eu falei foi do primeiro dia, agora eles resolveram comprar pão pra mim. Ainda bem, eu não curto muito comer repolho no café da manhã.

Eles dizem que eu como pouco. Bom, pra um japonês com certeza, mas eu acho que ando comendo pouco mesmo. A comida daqui não é muito boa (sim, eu sei que eu tenho que me adaptar). A comida que a Mitsue (minha host mother) faz tem sempre o mesmo gosto. Tudo leva o mesmo tempero meio sem-graça, ela sabe fazer um monte de coisas diferentes, mas tudo tem o mesmo gosto, sempre.

Decidi fazer desse post um post sobre comidas, então lá vai.

Eles não comem muito peixe aqui não. Embora o Japão seja uma ilha e não tenha espaço pra criar nada que ande (muitas vezes nem espaço pros humanos), eles comem muita carne de frango e de porco. Mesmo aqui no Japão peixe custa caro. Eles dizem que custa quase tanto quanto carne bovina, que eles quase não comem também. Peixe tem só de vez em quando, mas mesmo assim é comem bem mais que o brasileiro. Como a carne de porco e frango é mais barata eles comem muito.

Muita coisa empanada também. Aqui quase todo dia tem alguma coisa frita. Aliás, eu já comi coisas que eu nem sabia que dava pra fritar. Já comeu ostra frita? Eu já. Não é muito bom não... Eu não estou engordando, mas com esse tanto de fritura, quando eu voltar pro Brasil Não vai ter sangue mais, vai ter só colesterol.

Eles estão surpresos na verdade com a quantidade de líquido que eu bebo. Durante o almoço no restaurante, eu tomei 4 copos de refrigerante. Poxa era refil e eu tava com muita sede!

Vou postar um monte de coisas em seguida, então tentem ler tudo, por favor. Obrigado gente!

Abraços, João.