sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aniversário

Anteontem, foi meu aniversário. Normalmente, quando chega o meu aniversário, eu fico feliz, animado, pensando que aquele foi o dia feito pra mim. Aqui, eu fiquei meio deprê. Eu não sei explicar bem o porquê, mas parecia que não era o meu aniversário. Eu tive que ficar me lembrando que era o dia inteiro. Acho que é porque é o primeiro aniversário que eu passo longe de casa, talvez seja isso.

De manhã a minha host mother me falou parabéns. Ainda bem né? Mas de qualquer modo, falou só os parabéns e eu fui pra escola. Ainda bem que ninguém na escola lembrou. Não sei por que, mas eu não queria que ninguém lembrasse. O único garoto que poderia lembrar, o Akira, ficou com febre e não foi pra escola.

Depois, quando eu voltei pra casa, ela falou que ia ter um bolo, depois que os primos voltassem do caratê. Como eles moram muito perto, tudo se faz junto, então não era bem uma festa, mas sim acender uma velinha e cantar parabéns, acho que isso deve ser uma coisa normal em qualquer cultura. Então, a verdade foi: não teve festa. Bom, eu até que esperava isso, eu nem tenho amigos pra fazer festa, e festa é uma coisa cara.

Mas teve uma coisa que eu não esperava: eu não ganhei presente nenhum.

Eles acenderam 16 velas e cantaram a musiquinha. Eles cantam do mesmo jeito que no inglês. A única diferença é que no final eles falam "Omedetou tandyoubi!".

Daí eu apaguei as velinhas e fui cortar o bolo. De baixo pra cima é claro, pra não dar azar. Todos eles olharam com aquela cara de besta quando eu cortei o bolo de baixo pra cima. Aí eu percebi que esse costume na verdade era brasileiro. Nunca tinha pensado nisso.

Não esse negócio de primeiro pedaço vai pra quem aqui. E quando eu fui servir o bolo, eu coloquei a fatia de lado no pratinho, e todos eles olharam abismados pra mim. Oh! Como assim, a fatia está tombada? Aí eles me falaram que aqui no Japão tem que colocar a fatia com o topo do bolo pra cima, ou seja, de pé. Tá bom né? Frescura.

O foda foi comer o bolo. Na verdade, não que eu acho que o bolo devia ser um bolo ruim, mas eu não gosto de bolo com chantilly, morango, recheio de creme e todas aquelas frutas que estragam o bolo em cima. Na verdade, todos os meus bolos de aniversário foram de chocolate, ou chocolate com doce de leite, ou qualquer outra coisa do tipo. Eu sempre preferi também. Mas eu não queria fazer desfeita, ofender quem comprou o bolo e desonrar a família, então eu comi o bolo. Fazendo cara de feliz ainda. No bolo tinha uma plaquinha comestível com o meu nome escrito. Em japonês.

Abraços de 16 anos, João.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Kyudo

Comecei outro dia as aulas de Kyudo (arco e flecha japoneses). Eu não estava muito a fim de fazer essas aulas, mas eu meio que não tive escolha.

Eu queria fazer alguma coisa, para ocupar o meu tempo, então como eu não ia entrar em nenhum clube da escola, resolvi que ia fazer alguma arte marcial japonesa fora dela. O problema é que Nichinan não é muito grande e não tem muitas academias. E ainda por cima, precisaria ser alguma coisa meio que perto, porque a Mitsue não pode me levar durante a semana, porque ela trabalha. Pra facilitar ainda mais, eu chego da escola às 17:30, e até eu conseguir ir à algum lugar eu não teria nem tempo pra jantar.

Então, eu queria fazer Kendo, Aikido, ou Karate. Acima de tudo Kendo, porque é super difícil de encontrar academias de Kendo no Brasil. Daí, pela lista de motivos listados acima eu acabei sendo forçado a fazer Kyudo, que tem uma academia pertinho da casa. Não é bem uma arte marcial, mas pelo menos é algo bem tradicional japonês.

Mas as aulas são tão chatas! O professor me mostrou como mexer no arco e me deixou com um arco de borracha pra treinar, por duas horas! Ele nem vinha ver se estava certo, não dava um novo exercício... Que coisa mais sem graça! As aulas de Kung-Fu tinham todo dia um exercício diferente, a aula era mais agitada, os professores passavam coisas novas e mostravam katis e tal...

Sem falar que os meus braços agora estão muito doloridos.

Abraços doloridos, João.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Talheres e a Finlândia.

Eu reparei uma coisa quando os japoneses comem com talheres: eles seguram a faca na mão direita e o garfo na mão esquerda. Todo mundo, não importa se for destro ou canhoto. Eu achei meio estranho, porque no Brasil, todo mundo (menos os canhotos) segura a faca na mão esquerda e o garfo na mão direita. Então, daí eu fiquei imaginando que eu nunca tinha reparado em outra pessoa de outro país comendo.

Eu estava em um restaurante com o Vincent (meu amigo alemão) e ele come segurando os talheres do mesmo jeito dos japoneses. E ele diz que todo mundo na Alemanha come assim. A Tuulia (minha amiga finlandesa) come do mesmo jeito que eles e até agora só eu como com a faca na mão esquerda e o garfo na direita. Aí que eu percebi: o esquisito da história não são eles, somos nós. Nós comemos de um jeito diferente dos outros países. Estranho ouvir isso não? Mas eu ainda não estou convencido, eu vou perguntar pro Ryan (meu amigo americano) como que se come nos EUA.

Mas tem uma coisa que os japoneses fazem que eu tenho certeza que não é normal: eles colocam a comida na parte convexa do garfo, não na parte côncava. Isso não faz sentido, e eu acho que em qualquer país.

E falando em diferenças culturais em assuntos inúteis, eu andei conversando com a minha amiga boliviana no Facebook, em espanhol. Sabe como se escreve a risada em espanhol? Em português é assim: "He He He". Em espanhol é: "Je Je Je".

Sabe uma coisa que eu pensei ontem? Quantas pessoas você conhece que falam finlandês? Finlandês... Eu não conheço nenhum sobrenome finlandês, não sei nada sobre a Finlândia... E então eu conheço uma menina finlandesa que fala finlandês e tal. Meio esquisito. Na verdade eu sei que a capital da Finlândia é Helsinki. Pronto.

Pensa em algum país, rápido. Exemplo: Espanha. Você conhece alguma coisa da Espanha. Paella, por exemplo. Outro país: sei lá, Austrália. Você conhece os cangurus e os coalas. Pode pensar em vários países, você provavelmente vai conhecer alguma coisa sobre eles: alguma comida típica, alguma cidade famosa, algum monumento, algum esporte, algum animal, alguma pessoa, alguma música... Pensa na Finlândia. Você conhece alguma coisa da Finlândia? Não que seja um país absolutamente anônimo, mais eu não conheço nada famoso da cultura do país. Se eu esqueci de alguma coisa muito famosa da cultura finlandesa, deixe um comentário.

Abraços finlandeses, João.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Dor de cabeça e Tóquio

A escola voltou em uma quinta-feira, então a semana dourada não foi tão semana assim. Mas, acreditem, ter ido pra escola me poupou de muito tédio e me conseguiu dor de cabeça.

Como vocês sabem, eu quero viajar pra Tóquio nas férias.

Então, eu pesquisei um pouco na internet sobre Tóquio, onde visitar, como é o melhor meio de se locomover, aonde NÃO ir, preços e tal. Eu quero visitar as coisas mais conhecidas mesmo, eu não vou ficar procurando as coisas pequenininhas e vendo se elas são legais. Eu vou provavelmente de avião até Narita, daí eu pego um trem até o hotel. Eu planejo ficar em um hotel barato, porém seguro (o que não deve ser muito difícil de encontrar no Japão). Talvez eu até fique em um hotel tubo, se eu couber na cabininha...

Eu planejo ir de metrô para os lugares e voltar e dormir no hotel. Planejo fazer isso por uns 15 dias mais ou menos, depois eu pego um trem de volta pra Narita e pego um avião de volta pra Myiazaki. Tirando a parte do avião, não deve ser tão caro assim. Eu fico no hotel por alguns dias, deixo fixo que eu vou sempre dormir naquele hotel, pra eu não me perder, e planejo minhas viagens pra ir e voltar dos lugares de Tóquio no mesmo dia. Eu entrei no site do metrô do Tóquio (que tem uma versão em inglês) e fiz download do mapa do metrô. A primeira coisa que veio na minha cabeça quando eu vi o mapa foi: FUCK! Parece meio com um desenho de criança, cheio de linhas coloridas, mas eu sei que se eu estudar ele direito, eu consigo perceber o que fazer. Eu na verdade queria ir com a agência de viagens pra brasileiros no Japão, a "Rodando o Japão", mas eles não responderam o meu e-mail ainda. Eu vou mandar outro, porque eu queria ir com alguém que conhecesse a região e o idioma. Seria mais seguro e eu tenho certeza de que eu aproveitaria mais as coisas se tivesse alguém me levando para os lugares certos, porque mesmo que eu tenha pesquisado, eu não sei bem quais são os lugares legais de Tóquio.

Por outro lado, eu deveria fazer alguma viagem sozinho durante o intercâmbio, porque eu nunca viajei realmente sozinho, tipo só eu e mais ninguém MESMO. Isso seria bom pra minha maturidade certo? Eu tenho quase certeza de que eu consigo me virar em uma cidade normal, mas Tóquio é uma das cidades mais populosas do mundo. Eu tenho medo de me perder e ficar sem o vôo de volta pra Myiazaki, ou até mesmo me perder na volta pro hotel, porque eu nunca andei em Tóquio antes e meu japonês não é muito bom. Apesar de tudo isso, o Japão é um dos países mais seguros do mundo e a polícia daqui é altamente confiável. Eles com certeza me ajudariam a voltar pro hotel. E qualquer coisa, existe internet e telefone, eu poderia ligar pra minha host family em caso de emergência, certo?

Estou louco pra conhecer Tóquio, pelo que eu vi, tem muitas coisas legais na cidade.

sábado, 15 de maio de 2010

Pegadinha!

Hoje passou na TV uma pegadinha japonesa, na qual tinha uma mulher, a vítima, e a amiga dela, que era a cúmplice. Levaram a mulher para um local de construções e ensinaram ela a mexer em um daqueles tratores que tem uma garra e deixaram ela mexer nele, mas tinha um cara controlando o trator por controle remoto. Daí a amiga nela entrou em um banheiro químico perto do lugar onde estava o trator e ficou lá. Quando a mulher tentou mexer no trator, o cara com o controle remoto começou a mexer o trator loucamente e a mulher ficou desesperada, porque ela achou que foi ela a responsável. O trator andou, bateu em um guindaste, que estava segurando um barril, que saiu voando em direção ao banheiro químico. Na hora que o barril bateu no banheiro, o banheiro explodiu.

Os caras da área de construção saíram correndo em direção ao banheiro, fingindo estarem desesperados pra saber se a amiga tinha sobrevivido à explosão, enquanto isso um outro cara ficava falando pra mulher: é tudo sua culpa! Você matou ela!

A cara que a vítima fez, ela não estava entendendo nada, não sabia se era de verdade, não sabia se chorava, se desesperava... No final a cúmplice apareceu dizendo que era uma pegadinha. Meio punk essa pegadinha não?

Teve outra que eu vi na internet, que a vítima era um homem, que estava em uma reunião de negócios, armada pra ele, e na sala de reuniões tinham ele e mais dois homens. Enquanto eles estavam conversando, o vidro da janela quebrou e o homem do lado levou um tiro no peito, no melhor estilo atirador sniper. Daí a vítima já fica desesperada né? Pula no chão, cobre a cabeça com as mãos, começa a gritar... O outro homem tira uma arma do bolso e começa a atirar contra a janela, tentando acertar o assassino. Enquanto isso várias coisas na sala são atingidas e aparece o buraco da bala nelas, tipo o sofá e alguns vasos, tudo muito bem feito, a lá Hollywood. A cada tiro o cara grita e pula pra um lado, achando que o assassino está com a mira nele. Ele fica MUITO desesperado e começa a chorar, daí ele sai correndo e vai em direção à porta da sala que estava fechada, daí a porta recebe uma saraivada de balas e ele abre, quando ele abre, tem um cara esperando lá fora e diz que foi tudo uma pegadinha. A vítima estava branca e tremendo. Foi uma puta sacanagem, mas os japoneses adoram esse tipo de humor.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tédio, monjas e máquinas de pegar.

Tédio atacando forte esses dias. Mesmo tendo internet na casa agora e eu tendo ido a alguns lugares diferentes esses dias.

Hoje de manhã eu fui em uma "igreja" budista. Foi absolutamente chato e entediante, mas eu não me arrependi de ter ido, porque faz parte da cultura e eu saí de casa. O foda é que tem que sentar nas pernas pra assistir a "missa", daí fica doendo absurdamente. Parece teste de resistência, porque as pernas doem MUITO. Principalmente se você ficar uma hora e meia sentado em cima delas. Quando eu saí da posição eu não conseguia mais sentir os meus pés. Foi um negócio meio bizarro, eu mandava os meus pés se mexerem e eles não obedeciam! Eu apertava eles e as minhas mãos sentiam os meus pés, mas os meus pés não sentiam a minha mão.

Durante a cerimônia tinha um altar com um Buda, e uma monja careca ia até o altar e ficava cantando umas rezas esquisitas, com uma voz mais esquisita ainda. O problema é que isso durou umas duas horas e eu sentado nas pernas. Depois de tudo isso ela saiu do templo, e todos fizeram uma fila atrás dela, e andamos por 88 pedras em um jardim. Não me perguntem, eu não faço ideia do porquê.

Fui em um shopping outro dia.

Lá tinha uma loja de besteiras que era muito legal. Tinha CDs, decorações, capas pra Ipod, tudo que você puder imaginar de idiota. Tinha uma garrafa de água no formato do R2-D2. Tinha um fone de ouvido que o fone era no formato de um confete, ou da carinha do Mickey, ou ainda de uma peça de LEGO.

O mais bizarro era uma máscara de caranguejo, e uma máscara de oniguiri-zushi. Coisas que só no Japão, com certeza. No shopping também tem uma game – plaza, tipo o fun-house, aqueles lugares com um monte de joguinhos eletrônicos. Eles realmente gostam disso aqui. E não são só as crianças não, tem muitos adultos que vêm sozinhos, ou mesmo com seus filhos brincar.

Tinha uma parte da game-plaza que era só daquelas máquinas de pegar, daquelas que têm uma garra e ninguém nunca consegue pegar os melhores prêmios. E as coisas de tinham em algumas máquinas eram tipo, máquinas fotográficas, bichinhos de pelúcias gigantes e às vezes até mesmo comida.

Eu nem tentei, eu nunca consigo pegar as coisas nessas máquinas.

Abraços, João.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Viagens

Nas férias eu quero viajar pra algum lugar. Qualquer um, mesmo que eu vá sem a família. Aliás, eu prefiro ir sem a família. O técnico de futebol da escola me deu umas revistas feitas pra brasileiros que estão no Japão, e é super legal, porque tem anúncios de lojas que vendem produtos brasileiros, explicações e tal, e eu vi o anúncio de uma companhia de viagens chamada "Rodando o Japão". Que sorte, uma companhia de viagens aqui feita pra brasileiros! Nas férias eu queria ver se dá pra eu ir com eles visitar alguns pontos turísticos do Japão. O melhor é que eu posso ir, porque eu não vou estar sozinho, é uma agência de viagens, ou seja, eu vou em uma excursão com um grupo, a língua não vai ser um problema, daí eu não vou me perder, e eu vou poder aproveitar ao máximo esses pontos turísticos, porque eu acho que tem um guia explicando. Eu acho que não é nenhum luxo, e que a gente vai dormir no ônibus mesmo, mas eu nem ligo, porque é como se eu fosse mochilando, e não gastaria muito dinheiro, o que é o melhor.

Eu preciso sair de Nichinan. As coisas aqui já viraram rotina, eu preciso visitar mais lugares do Japão. O problema é que não posso viajar sozinho nos primeiros 4 meses de intercâmbio, então depende da boa vontade da família de me lavar pros lugares. O foda é que a família não gosta muito de viajar então na semana dourada (uma semana sem aula), que vai ser semana que vem, eu não vou poder ir viajar e vou ficar em casa a semana inteira. Que bosta! Eu quero conhecer o Japão caramba! Eu tenho a sensação de que cada feriado que eu fico em casa é como se eu perdesse uma oportunidade de viajar e conhecer mais. Se eu pudesse viajar sozinho eu pegava um trem e boa, ia pra alguma cidade vizinha aqui perto, ou nem tão perto assim, tipo Hiroshima ou Nagazaki. Por enquanto eu vou ter que ficar em casa lamentando o ócio mesmo.

Abraços entediados, João.

Cinema

Outro dia eu fui assistir Alice no país das Maravilhas, no cinema de Myiazaki, porque Nichinan não tem nem shopping nem cinema. O cinema, como no Brasil, fica dentro do shopping, só que aqui, pelo menos no cinema que eu fui, tinha uma lanchonete fora, e as pessoas compram coisas de comer no cinema pra comer antes.

No cinema daqui, você pode entrar com comida diferente de pipoca ou balas. Na lanchonete do cinema vende batata frita. Eu estava com vontade de comer batata frita, mas eu não queria gastar dinheiro (o ingresso do cinema era ¥1500, o que dá mais ou menos U$ 15!) e eu não quero engordar também. A pessoa que sentou do meu lado no cinema comprou batata e ficou aquele cheiro do meu lado, e eu com vontade de comer. Sacanagem!

O cinema era bem menor do que o cinema brasileiro e a tela também. Mas, em compensação, as poltronas eram bem mais confortáveis.

Abraços, João.

sábado, 1 de maio de 2010

Caçador de ouriços do mar





Depois da praia:



Bom, eu agora percebi porque eu tinha que usar calça e blusa de manga comprida.



Ah, a gente não foi pra praia nadar... A gente foi pra praia pra catar ouriços do mar. Sim, nós ficamos procurando esses bichos debaixo das pedras que tinham na beira do mar e colocando em uma cesta. Como os bichos têm espinhos tínhamos que usar luvas. E para evitar cortes na pele usamos calça, tênis e blusa de manga comprida. Na praia. Aqui tem uma foto da minha "roupa de praia".



Eles pegaram esses bichos pra tirar as ovas de dentro, porque eles dizem que é muito apreciado na culinária japonesa, e as pessoas pagam caro pra consumir essa iguaria. Eu vi eles tirando as ovas... Eles quebram o exoesqueleto do bicho e tiram tudo de dentro, daí eles raspam as ovas pra fora. As ovas têm uma cor meio alaranjada e são meio nojentas. Vou colocar uma foto no post pra vocês verem o bicho por dentro.



Eu comi as ovas hoje no jantar. Não é nada maravilhoso, mas é gostoso. Valeu à pena experimentar. Eu gostaria de comer isso em algum prato, tipo um temaki-zushi ou alguma coisa.



Hoje no jantar tivemos duas coisas exóticas (pra mim). Uma foram as ovas de ouriço do mar. A outra foram suculentas cabeças de peixe cozidas. Sim, tivemos cabeças de atum no jantar. A minha host mother colocou as cabeças em uma panela e cozinhou até formar um caldo grosso e depois serviu as cabeças de peixe. Eles comem tudo na cabeça, da carne até os olhos. Eu tive que comer, porque se eu não tivesse feito eu teria traído a minha ideia de experimentar tudo o que me servissem (menos baleia, que eu não como nem a pau). A carne da cabeça não é muito saborosa e o olho eu não tive coragem de comer, mas pelo menos eu posso dizer que eu já comi cabeça de peixe e ovo de ouriço do mar.



Abraços exóticos, João.

Praia de calça

Meu Deus! Não faz nem cinco minutos que a minha mãe japonesa falou que a gente vai à praia (lembrando que a praia fica a 20 minutos da casa). Aí eu falei que eu ia passar protetor solar e a gente ia. Eu estava de camiseta e shorts. Sabe o que ela falou? Me falou pra trocar de roupa e colocar uma calça. Aí eu parei, meu cérebro deu tilt. Ela me falou pra eu colocar uma calça porque a gente estava indo pra praia. Tipo, peraí, eu entendi direito? A gente vai pra praia mesmo? DE CALÇA? Eu ainda estou meio bobo pela ordem sem sentido, mas eu quero descobrir o porquê, tenho que ir agora.